De volta às ruas, ASSUFBA participa no Tsunami da Educação em defesa das universidades federais e da aposentadoria

Logo cedo, por volta das 8h desta terça-feira (13/08), a ASSUFBA já ocupava a porta da Reitoria da UFBA para iniciar o protesto, junto com professores e estudantes, em defesa da educação e da aposentadoria. É o grito das ruas em resposta aos desmandos do governo Bolsonaro.

De lá, o Sindicato, os Técnico-Administrativos em Educação e integrantes de outros movimentos sociais e sindicais saíram em caminhada em direção à praça do Campo Grande, onde se juntaram a outros manifestantes.

O Coordenador Geral da ASSUFBA, Renato Jorge, lembrou que o governo tem feito duros ataques à educação. Com os cortes no setor, o contingenciamento nas universidades e institutos federais já soma R$ 6,1 bilhões. Muitas instituições já afirmaram correr risco de não terem como dar seguimento às atividades por falta de investimento.

Desde maio, quando o Ministério da Educação anunciou o congelamento de 30% das verbas, a ASSUFBA tem denunciado nas ruas e em outros diversos espaços o desmonte da educação.

Recentemente, o governo divulgou o Future-se, que na realidade é o pontapé inicial para a privatização das universidades e institutos federais. O programa prevê a criação de um fundo de cerca de R$ 102 bilhões para atrair investimentos privados nas instituições de ensino superior do país.

O repúdio ao Future-se estava em explícito em falas e cartazes, durante toda a passeata. O povo não aceita calado os absurdos propostos pelo governo.

Presente no ato, a deputada federal e servidora licenciada da UFBA, Alice Portugal, exclamou que “nós estamos de pé e vamos reagir a esses ataques às universidades. É o maior corte no setor da educação na história do país”. Sobre o Future-se, a parlamentar denunciou que o governo pretende transformar as instituições em “grandes consultorias privadas”. 

A reforma da Previdência, que foi aprovada em segundo turno na Câmara Federal, também foi objeto de protesto. Para beneficiar o sistema financeiro, o governo penaliza o povo, privando o direito à aposentadoria.

Para aprovar o projeto, Bolsonaro liberou R$ 3 bilhões em emendas parlamentares, durante as negociações para conquistar apoio ao projeto. Deste valor, quase R$ 1 bilhão foi remanejado do orçamento do MEC.

A manifestação que reuniu milhares de pessoas terminou na praça Castro Alves.