Pesquisa revela que cientistas negras são as mais afetadas durante a pandemia

Levantamento realizado pelo Movimento Parent in Science, divulgado nesta quarta-feira (29/07), apresentou que nem metade das mulheres brasileiras pesquisadoras com filhos consegue submeter trabalhos científicos durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Com base nos dados pesquisados, 65,3% dos docentes homens, com filhos, produziram artigos científicos no isolamento social, enquanto apenas 47,4% das mulheres que são mães.

O estudo abre espaço para a discussão sob a perspectiva de gênero e maternidade. A pandemia de Covid-19 causa impactos também na produção científica.

Ainda conforme a publicação, a maior queda de produção atingiu, em sua maioria, mulheres negras. Daquelas que são mães, apenas 46,5% conseguiram sujeitar trabalhos dentro do prazo neste período.

Um percentual ainda menor se consideradas as mães cientistas brancas. E, mesmo sem filhos, a submissão de artigos científicos chega somente a 48,7%. Enquanto entre as mulheres brancas, esse percentual sobe para 58,9%.

No geral, no entanto, os dados entre as mulheres ainda estão bem abaixo dos docentes negros (67,9%). E, principalmente, dos homens brancos. Estes lideram o número de submissões de trabalhos, com 77,3%.