Vacinas contra o coronavírus apresentam resultados preliminares seguros

Em meio ao caos, uma notícia para aliviar. Resultados preliminares da vacina que tem sido produzida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, apontam respostas cada vez mais seguras e com poucos efeitos secundários para a imunização contra o coronavírus.
Cientistas divulgaram, no artigo publicado na revista científica The Lancet, que o medicamento tem induzido a produção de respostas imunes tanto por anticorpo, como por célular T, em até 56 dias depois da administração da dose.
Esses primeiros resultados se referem às duas primeiras fases dos testes, que envolveram 1.077 pessoas. A fórmula agora é base da terceira fase de estudos clínicos que é feita no Brasil. Desde junho, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Instituto D’Or, no Rio, lideram a última etapa antes do registro.
A universidade britânica desenvolve a vacina em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. No final de junho, o laboratório também firmou um acordo com o governo brasileiro. De acordo com a negociação, fica estabelecida a compra de doses e a transferência de tecnologia da vacina produzida pela Universidade de Oxford com a Fundação Oswaldo Cruz. Depois da finalização dos estudos clínicos e a comprovação da eficácia do medicamento, a Fiocruz começará, já em dezembro, a produção de 30,4 milhões de doses para imunização.
A vacina ‘ChAdOx1 nCoV-19’, como é oficialmente chamada, chegou a ser considerada a mais promissora pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Contudo, os pesquisadores destacam que ainda são precisos mais estudos para comprovar se o medicamento protegerá contra infecções.



