Dieese aponta que o “Brasil de desempregados” se intensificou após a reforma trabalhista

O índice de pobreza, desemprego e informalidade estão cada vez maiores no Brasil. Uma das consequências, da aprovação da reforma trabalhista, há cinco anos, na qual trabalhadores perderam direitos, grandes empresários mantêm os lucros. A análise é de Lucia Garcia, economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
O projeto que alterou ou revogou mais de 100 artigos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi apresentado, votado e aprovado em menos de 1 ano após o golpe que tirou Dilma Rousseff (PT) da presidência da República, no bojo do programa “Ponte para o Futuro”, lançado pelo então vice-presidente Michel Temer (MDB).
A precarização não parou por aí. Foi aprofundada por Jair Bolsonaro (PL) com diversas medidas provisórias. Uma dessas, que cria o Programa Nacional de Prestação de Serviço Civil Voluntário, está prestes a virar lei. A MP 1.099/22 foi aprovada pelo Senado no dia 25 de maio.



