Falta de políticas públicas pelo governo Bolsonaro causa desigualdade e estagnação na cobertura vacinal contra a Covid-19

A pandemia não chegou ao fim e o número de mortos e infectados pelo vírus da Covid-19 ainda crescem nos balanços diários. Cuidados precisam ser tomados, principalmente quando se trata de imunização. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta que a estagnação e a desigualdade na cobertura vacinal são riscos no combate à covid-19 no Brasil.
O quadro permite também que novas variantes surjam e que a velocidade de contágio da doença aumente consideravelmente. Em nota técnica, a entidade afirma que a queda de imunidade na população com esquema vacinal atrasado acende um “sinal de alerta” para possível volta de novos períodos críticos da doença.
O estudo mostra que 83,98% da população brasileira já foi imunizada com ao menos uma dose e 78,93% têm o esquema primário completo (segunda dose). No entanto, dificuldades de avanço na vacinação em todas as faixas etárias persistem. E não só no Brasil, representando um desafio global. A Fiocruz atribui parte desse cenário à falta de ações coordenadas e centralizadas das autoridades desde o início da crise de saúde. O desgoverno de Bolsonaro é genocídio.
A cobertura do esquema primário completo em adultos é menor, por exemplo, em municípios do Centro-Oeste e Norte do país, estabilizado em cerca de 50%. Na primeira dose de reforço, por outro lado, São Paulo e Minas Gerais, Piauí, Paraíba, Bahia e os estados do Sul apresentam maior cobertura. No entanto, estados do Centro-Oeste e Norte ainda registram baixa adesão à dose de reforço, até mesmo na população idosa.



