Feminícidio dispara no país em meio a cortes de Bolsonaro

O número de mulheres vítimas de feminícidio no Brasil bateu recorde no primeiro semestre deste ano, reflexo não só de uma sociedade ainda extremamente sexista e da violência sem controle, mas também dos cortes drásticos, feitos pelo governo de Jair Bolsonaro, nos recursos que seriam destinados ao combate deste tipo de crime.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública – o FBSP – 699 mulheres foram assassinadas no primeiro semestre de 2022 em crimes em que a motivação era apenas o seu gênero. Isso equivale a cerca de 4 mulheres assassinadas nestas condições por dia. Para se ter uma ideia, no mesmo período do ano passado, 677 mullheres foram vitimadas, tornando este o ano com maior índice já registrado no país.

Dos mais de 44 bilhões que seriam destinados ao combate do problema, apenas R$ 32 milhões foram investidos – o menor número desde 2014. O governo Bolsonaro foi responsável por desmantelar o ministério que deveria cuidar dessa pauta – o Ministério dos Direitos Humanos -, abolindo o recorte de gênero da noção das políticas públicas, e consequentemente, apagando as demandas urgentes da população feminina (mulheres cis, trans e travestis) da pasta.