Marighella vive. Exemplo de resistência e lealdade

Ele não teve tempo para ter medo. Assim foi o político, poeta, guerrilheiro e soteropolitano, Carlos Marighella, que lutou e vivenciou a ditadura militar, sendo um dos principais articuladores contra a repressão.

Nesta segunda-feira (04/11) completa 55 anos do seu assassinato. Em 1969, foi vitima de uma emboscada na Alameda Casa Branca, por agentes da ditadura.

Em 1996, o Estado brasileiro reconheceu a morte de Carlos Marighella como um ato de execução por parte do Estado autoritário e, em 2012, recebeu anistia póstuma após apurações da Comissão Nacional da Verdade.

Considerado o número um pela ditadura militar, ao invés do exílio, escolheu ficar no Brasil e lutar pela libertação do povo. Marighella combinou ideias e ações e virou uma inspiração permanente.

Mesmo a historiografia burguesa brasileira tentando criminalizar e eliminar a determinação, Marighella vive, e atualmente é lembrado dentro das massas dos trabalhadores como símbolo de resistência contra qualquer tipo de resquício ou tentativa de golpe a democracia.