Isolamento social na terceira idade acende alerta para familiares e poder público

Solidão, depressão e falta de vínculos sociais estão entre os desafios relacionados ao envelhecimento da população brasileira e demandam atenção imediata dos familiares, da sociedade e do poder público. O aumento do isolamento social entre as pessoas idosas tem acendido o alerta e a preocupação de especialistas em saúde mental e entidades de defesa dos direitos dessas pessoas.
Segundo profissionais de Psicologia, o agravamento de transtornos como depressão e ansiedade está fortemente associado ao isolamento social, sobretudo após a aposentadoria. Neste contexto, as pessoas idosas tornam-se mais suscetíveis ao sofrimento psíquico e também, apresentam maior risco de desenvolvimento de doenças físicas e de declínio cognitivo.
Diante desse cenário, a convivência social, atividades culturais são importantes instrumentos para prevenção, além de estimularem a memória, a criatividade e a expressão de emoções. A inclusão digital também é apontada como uma ferramenta fundamental para reduzir o isolamento, ao ampliar o acesso às informações, serviços e fortalecer a participação social.
O cuidado com a saúde mental na terceira idade está atrelado diretamente ao investimento em políticas públicas eficazes, à consolidação de redes de apoio e ao engajamento da sociedade, garantindo mais dignidade, bem-estar e qualidade de vida às pessoas idosas.



