Ato contra a reforma da Previdência busca mobilizar senadores

Audiência pública em formato de ato contra a reforma da Previdência lotou o auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, nesta terça-feira (3) e contou com a participação de cerca de 900 pessoas, entre parlamentares, representantes de movimentos sociais, entidades e centrais sindicais. Coordenadores da FASUBRA Sindical, técnico-administrativos(as) em educação do DF, GO e MG estavam presentes no ato organizado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e pela Frente Parlamentar Mista em defesa da Previdência Social.
A proposta de reforma da Previdência foi duramente criticada pelos expositores parlamentares e representantes sindicais que destacaram a necessidade de pressionar os senadores para que alterem ou votem contra a matéria. O relatório da PEC 06/19 foi lido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pode ser votado ainda nesta quarta-feira (4). Mais de 480 emendas foram apresentadas à proposta. Acompanhe ao vivo.
“Essa votação da reforma da Previdência é a votação das nossas vidas e, de fato, vai atingir no mínimo 200 milhões de brasileiros, os outros dez milhões, que são super-ricos não estão preocupados. Mais de 90% da população vai ter um impacto negativo. Esperamos que essa audiência tenha impacto positivo e sensibilize não só o relator, mas todos os senadores(as) de forma que esta reforma não seja aprovada como está”, afirmou o presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS).
Para o ex-ministro da Previdência Ricardo Berzoini o problema hoje não é dialogar apenas com os que já estão na luta, é construir efetivamente uma demonstração clara de que aqueles que votarem nessa reforma antipopular, anti-trabalhador, antissocial, vão pagar um preço caro da sua vida política. A classe trabalhadora tem que dar uma demonstração de força porque passando essa reforma, certamente virão outras em outros setores para piorar cada vez mais a vida do trabalhador brasileiro”, alertou.
Rodrigo Ávila, economista da Auditoria Cidadã da Dívida, ressaltou que é urgente esclarecer os mitos neoliberais que essa reforma é necessária. “Não tem dinheiro, tem que cortar as bolsas de estudo, tem que cortar tudo, o Estado está quebrado. É uma grande mentira, tanto que ficam totalmente atordoados quando veem a Dívida Pública consumindo muito mais recurso que a Previdência Social”. O gráfico que retrata o Orçamento Geral da União elaborado pela Auditoria Cidadã da Dívida (em formato de pizza) mostra que Juros e Amortizações da Dívida consomem 43,94% e a Previdência Social 22,54% do Orçamento.
“Estamos diante de uma violência sem precedentes àquilo que nós chamamos de cidadania”, comentou o senador Rogério Carvalho (PT/SE) que disse que a reforma aumentará a pobreza e o desemprego no país. Já a deputada Lídice da Mata (PSB/BA) falou da mobilização sobre os senadores nas ruas e disse que ainda há condições de diminuir os efeitos negativos sobre a vida dos trabalhadores. A senadora Zenaide Maia (PROS/RN) criticou que a Câmara teve cinco meses para analisar a matéria e o Senado terá apenas um mês, o que considerou “absurdo”.
O evento seguiu alternando a fala de um especialista, de um parlamentar e de um representante sindical. O coordenador-geral da FASUBRA Sindical José Maria Castro informou em sua fala que a FASUBRA é contra a proposta e que a PEC Paralela é pior que o texto atual. “Nós técnico-administrativos temos a compreensão que neste momento em que se encontra a reforma no Senado temos que dialogar. Somos contra essa reforma. Precisamos organizar a classe e sair daqui com alguns compromissos e unificar a luta. Estamos orientando as bases que aqueles que votarem contra os trabalhadores não serão reeleitos”, disse.
Pela FASUBRA estavam presentes os coordenadores José Maria, Adriana Stella, João Paulo Ribeiro, Maria Tereza Fuji, Márcia Abreu e Luiz Macena.
Fonte: FASUBRA









