Denúncias de assédio moral provocam demissão no COM-Hupes

A ASSUFBA, a comunidade do COM-Hupes e o então superintendente do hospital, Dr. Antônio Carlos Lemos, se reuniram, no último dia 6, para tratar de questões dos interesses dos Técnico-Administrativos em Educação, como a frequência e cessão dos servidores RJU, Turnos Contínuos, condições de trabalho e denúncias de assédio moral.
Na reunião, o que se viu foram diversas denúncias de perseguições e abuso de autoridade contra os trabalhadores. Não é de agora que o debate sobre assédio moral acontece no Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos. Os servidores do Serviço Social já têm feito a discussão sobre o problema e apontam a tentativa de desqualificar o fazer dos assistentes sociais e de igualar as avaliações dos servidores RJU com as avaliações por metas do plano de trabalho da Ebserh, o que fere a lei n.11.091, que dispõe sobre o PCCTAE (Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação).
A questão é tão grave que uma trabalhadora da Ebserh, ao fazer uma denúncia de assédio moral na reunião do dia 6, foi demitida sumariamente, sem direito de defesa. É um absurdo que dentro de uma universidade pública e democrática, como a UFBA, ainda exista este tipo de prática.
A ASSUFBA Sindicato já fez a solicitação de audiência com o novo superintendente pró tempore do COM-Hupes, Francisco José Farias Borges dos Reis para tratar do assunto. No ofício, a entidade apresentou os seguintes pontos de pauta: frequência dos servidores pertencentes ao Regime Jurídico Único (RJU), lotados no HUPES; denúncias de assédio moral; condições de trabalho; jornada de trabalho; cessão dos servidores RJU; e capacitação e qualificação dos servidores RJU.
O Sindicato também estará conjuntamente com a Seção da ASSUFBA realizando reuniões setoriais para discutir a demandas. O Sindicato coloca ainda a Assessoria Jurídica à disposição para o acompanhamento das denúncias feitas pelos servidores.



