Paulo Guedes vai à Comissão Especial da Reforma Administrativa defender o vínculo de experiência e fim da estabilidade, contidos na PEC 32/2020

Na tarde da última quarta-feira (07/07), a Comissão Especial da Reforma Administrativa na Câmara dos Deputados ouviu Paulo Guedes, que defendeu paulatinamente a Reforma Administrativa. Os deputados federais faziam perguntas em um bloco, para depois o ministro da Economia respondê-las de uma só vez, o que deu margem para ele deixar alguns questionamentos sem respostas.

Entre as suas defesas, Guedes defendeu a criação do vínculo de experiência, no qual os aprovados em concursos teriam que ficar em regime de experiência por, pelo menos, um ano antes de serem empossados. Segundo o ministro, é uma forma de avaliar se o candidato aprovado tem “espírito de servidor”.

Perguntado sobre o fim da estabilidade, se não seria uma estratégia para evitar que servidores façam denúncias, como o último ocorrido com o servidor que denunciou um esquema de corrupção na aquisição de vacinas, o ministro disse que “enquanto houve dirigismo (intervenção do Estado na economia) no país, os escândalos de corrupção continuaram”.

A Reforma Administrativa nada mais é do que a dissolução do Estado. Uma proposta que visa prejudicar o funcionalismo público e a sociedade para beneficiar a iniciativa privada.