Mesmo após importância da ciência ser evidenciada durante a pandemia, governo brasileiro trava investimento para o setor

A ciência ainda é um dos setores do país com maior abandono em relação a investimento. Nem mesmo a pandemia e a eficácia inquestionável das vacinas e de outras estratégias científicas para conter a Covid-19 serviram para o governo de Jair Bolsonaro aprender a lição. 

Entre 2014 e 2018, os gastos mundiais com ciência e tecnologia aumentaram 19%, de acordo com a ONU, e após a pandemia a aplicação de recursos nessas áreas cresceu ainda mais globalmente.

Os Estados Unidos, por exemplo, aumentaram 10 vezes seu investimento em pesquisa em 2020 só na área biomédica, totalizando U$ 6,5 bilhões, de um total de US$ 500 bilhões investidos em pesquisa e desenvolvimento. O investimento da China também supera os US$ 500 bilhões. Enquanto isso, o governo de Bolsonaro cortou R$ 600 milhões do já pequeno orçamento para pesquisas no Brasil.

Não por coincidência, o Brasil ocupa o 75º lugar no Ranking Global de Competitividade de Talentos (atrás da Namíbia), sendo o 106ª quando analisada apenas a capacidade de atrair pessoal especializado.

Não há desenvolvimento sem investimento em ciência e nas universidades.