Machismo e racismo estrutural invisibilizam mulheres na política nacional

O machismo e o racismo são presentes nas estruturas sociais, políticas e econômicas no Brasil. Isso não é novidade e fica ainda mais evidente nas estatísticas das eleições. A ocupação feminina nas posições de poder é mínima. Estudos dão conta de que “o racismo torna mulheres negras invisíveis na política” e  que”mulheres somam apenas 14% das pré-candidaturas a governos estaduais”. 

Em 2020, as mulheres negras representavam apenas 2% do Congresso Nacional, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE. Correspondendo apenas 53% do eleitorado brasileiro, as mulheres são apenas uma em cada 7 pré-candidaturas a governos estaduais. A falta de ocupação de cargos faz com que menos políticas públicas sejam direcionadas ao público feminino do país. Tornando-se, a cada dia, um país mais desigual.

O total representa 14%, menor índice desde as eleições de 2018. E pode ficar ainda mais baixo, já que as candidaturas precisam ser referendadas por seus partidos. De 161 nomes que devem concorrer aos governos de 26 estados e Distrito Federal, somente 22 mulheres se lançaram pré-candidatas.

Os dados fazem parte de levantamento do jornal Folha de S. Paulo, divulgado nesta segunda-feira (16/05). Em 2018, esse percentual chegou a 15% com 30 candidaturas femininas.