EM RODA DE CONVERSA COM A PRODEP, SERVIDORES(AS) ESCLARECEM DÚVIDAS SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DO PONTO ELETRÔNICO NA UFBA

Com a finalidade de continuar expandindo o diálogo sobre o Ponto Eletrônico na UFBA, a ASSUFBA Sindicato convidou o Pró-Reitor de Desenvolvimento de Pessoas, Jeilson Barreto, para uma Roda de Conversa com os(as) Técnico-Administrativos(as) em Educação da universidade. O encontro aconteceu na Biblioteca Universitária de Saúde, na manhã desta terça-feira (13/06) e contou com a presença de servidores(as) de diversas unidades administrativas e acadêmicas.

O Ponto Eletrônico está atualmente na fase de implementação, com data prevista para a instalação do Projeto Piloto entre agosto ou setembro. A coordenadora da pasta de Formação Sindical, Adelmária Ione, abriu a rodada de perguntas, que teve entre os temas, a implementação do ponto diante de assuntos como o Teletrabalho e os Turnos Contínuos, que se relacionam com o tema, mas que ainda não foram totalmente encaminhados na Universidade. O momento também foi de desabafo, os(as) servidores(as) aproveitaram o espaço para falar da realidade nos locais de trabalho e como se sentem com a iminência do tema, relatado por alguns servidores(as) como uma medida de “controle sobre os nossos corpos”.

A servidora veterana da FACED, Eliete Ferreira, foi a primeira a trazer importantes contribuições acerca do tema e questionou o Pró-Reitor, que “enquanto a CIAJ não analisar todos os processos, se esse ponto eletrônico chegar, teremos que exercer às 40h até a CIAJ analisar e encaminhar ao reitor, para ele tomar “pé” da situação, deferindo ou indeferindo?”. Ela relembrou que em 2020, a universidade teve seu funcionamento remoto exercido com êxito, afirmação pontuada pelo ex-reitor, Prof. João Sales em seus relatórios, e que esse êxito foi porque os(as) Técnicos(as) participaram integralmente de cada ação dentro da UFBA.

Em unanimidade, os(as) presentes pediram a inversão da prioridade para assuntos mais urgentes, como os Processos parados nas CIAJs e a aprovação e celeridade na discussão do Programa de Gestão e Desenvolvimento. O coordenador de Saúde do Trabalhador, Giancarlo Damiani, elogiou os depoimentos apresentados pelos servidores(as) e falou sobre a qualidade do serviço prestado que cada um traz para a universidade em seu local de trabalho.

Ele reforçou a cronologia dos acontecimentos, em que é necessário primeiramente dar condições de executar os serviços nos locais de trabalho, após isso, “é preciso ver que a Resolução 13/2013, dos Turnos Contínuos e o Decreto Nº 11.072/22 que trata do PGD também tem força de lei e deve ser aplicada na universidade, mas ambos seguem numa velocidade totalmente diferente do Ponto Eletrônico. As exigências do TCU já são aplicadas nos processos dos Turnos Contínuos, portanto, também devem ser priorizadas”.

O coordenador fez uma crítica no que tange o ponto eletrônico, mas ato contínuo, elogiou as últimas ações do Pró-Reitor cobrando a instalação das CIAJs e a flexibilização da carga horária para possibilitar o andamento dos trabalhos e o comprometimento diante do PGD. Adelmária Ione fez uma reflexão em relação aos princípios da administração pública. “Quando a Administração Pública se constituiu a partir de princípios republicanos, sabendo das dificuldades de se fazer gestão, foi posto o princípio da Razoabilidade. Então para a ASSUFBA, não é razoável, é inaceitável que depois de tantos ataques sofridos ao longo dos últimos 10 anos, inclusive com redução orçamentária e precarização das condições de trabalho (…), que esse assunto seja a prioridade da Administração Central da UFBA.”

A ASSUFBA Sindicato vai realizar mais algumas Rodas de Conversas em outros campi da UFBA e unidades órgãos, para aprofundar a possibilidade dos TAE tirarem suas dúvidas, colocarem seu ponto de vista e acima de tudo, mostrar a Administração Central as especificidades de cada local de trabalho, que precisa antes de qualquer implementação, de melhores condições de trabalho construindo o melhor entendimento sobre o assunto.