Mulheres negras ainda enfrentam barreiras no mercado de trabalho

Pesquisa do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) constatou que 55% das mulheres negras ocupam funções associadas à informalidade, com remunerações mais baixas.
Este cenário é agravado pela discrepância salarial, já que a remuneração média das mulheres negras representa apenas 48% do que os homens brancos ganham, 62% do que as mulheres brancas recebem e 80% do que os homens negros ganham.
Apesar do aumento na escolaridade, as melhorias em outros indicadores ainda são insuficientes. Entre 2012 e 2022, o número de mulheres negras com ensino superior completo dobrou, passando de 6% para 12%. Contudo, estes progressos não foram transformados em ganhos salariais equiparados.
Além disto, apenas 51% das mulheres negras em idade para trabalhar estavam empregadas ou buscando uma atividade remunerada nos primeiros três meses de 2023. Este número é inferior à taxa de participação do Brasil como um todo, que é de 61%.
O desemprego também é mais alto para as negras e chegou a 13,1% no primeiro trimestre, comparado a 8,8% para o total do país, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).



