Novembro Roxo: da gestação ao berço

Em meio ao Novembro Roxo, dedicado à conscientização sobre a prematuridade, a Enfermagem Obstétrica emerge como peça-chave na prevenção. Com um pré-natal abrangente, a profissão é capaz de detectar e tratar potenciais riscos desempenha um papel crucial.

O estudo “Nascer no Brasil” destaca que, embora quase 70% das brasileiras inicialmente prefiram partos normais, a falta de apoio, especialmente em serviços privados, reduz essa confiança no terceiro trimestre, contribuindo para as altas taxas de cesarianas agendadas e, consequentemente, prematuridade.

Com aproximadamente 340 mil nascimentos prematuros anuais no Brasil, à atenção para prematuridade inicia no pré-natal, abordando desde a correta datação gestacional até o tratamento de condições de risco. A assistência humanizada ao parto e os cuidados pós-natais, incluindo o método canguru, destacam-se como medidas eficazes.

O contato pele a pele precoce, consagrado no método canguru, não só regula a temperatura, mas também reduz o tempo de internação dos bebês prematuros. A Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros destaca os benefícios a longo prazo desse contato, especialmente para prematuros extremos.

Para os prematuros nascidos até 28 semanas, além do Programa Nacional de Imunização, a proteção contra o vírus sincicial respiratório é assegurada pelo palivizumabe, uma imunoglobulina disponível gratuitamente. Além disto, mães de bebês prematuros com internação superior a duas semanas têm direito a uma licença maternidade estendida, conforme decisão unânime do Supremo Tribunal Federal em 2022.