Estudo aponta que escala 6×1 atinge principalmente jovens negros com baixos salários

A discussão sobre a jornada de trabalho 6×1 ganhou fôlego no final de 2024, com manifestações em diversos locais do país e ampliou o debate na Câmara dos Deputados. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe a redução da jornada de 44 para 36 horas semanais e está em análise pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
Durante a Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada na sexta-feira (01/08), foi lançado o Atlas da Escala 6×1, um estudo desenvolvido pelos Comerciários do Rio Janeiro, em parceria com o Observatório do Estado Brasileiro e a Associação Trabalho, Rede, Acompanhamento e Memória (Trama). O levantamento revela que jovens negros, com renda entre R$ 1.412,00 e R$ 2.120,00, são os mais afetadas pela jornada 6×1 – considerada exaustiva e desumana. Estes trabalhadores, em sua maioria, gastam cerca de uma hora e meia por dia no transporte público para chegar no local de trabalho. As funções mais comuns entre os entrevistados são: Operador de caixa (1ª posição), vendedor (2º lugar) e operador(a) de telemarketing (3ª colocação).
Além disso, o impacto negativo dessa jornada na vida pessoal e familiar é alarmante: 88,03% dos(as) trabalhadores(as) entrevistados afirmam que o regime compromete seus relacionamentos e qualidade de vida. A pesquisa ainda mostra que mais de 90% são favoráveis ao fim da escala 6×1.
O Atlas é uma ferramenta fundamental para contribuir nas lutas populares e sindicais. Ele se soma à mobilização nacional do Pleblicisto Popular, que está coletando votos em urnas espalhadas por todo território brasileiro e também online, pelo site www.plebiscitopopular.org.br, até o mês de setembro.
A ASSUFBA Sindicato encampa a luta por uma jornada de trabalho mais justa, humana e digna. A entidade segue engajada contra a escala 6×1, que precariza a vida dos(as) trabalhadores(as), especialmente da juventude negra e pobre do país, de acordo com dados apontados.
O estudo completo está disponível em tempo real no site: https://secrj.org.br/pesquisa-fim-da-escala-6×1/
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