Transtornos psicológicos são apontados como principais causas de afastamento do trabalho no Brasil

No Brasil, os transtornos psicológicos estão entre as principais causas de afastamento do trabalho. Em 2022, segundo dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, mais de 576 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais e comportamentais, o que representa cerca de 10% do total de afastamentos concedidos pelo INSS. Já em 2025, o número chegou a 546.254 registros, conforme dados da Previdência Social.

Entre as principais causas estão a depressão, os transtornos de ansiedade, o estresse relacionado ao trabalho e a síndrome de burnout, que lideram as estatísticas. Além de provocarem sérios prejuízos à saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras, essas condições impactam diretamente empresas e instituições, devido à perda de produtividade e aos custos decorrentes de afastamentos prolongados.

Os benefícios previdenciários podem ser solicitados ao INSS mediante a apresentação dos seguintes documentos: atestado médico com CID (Classificação Internacional de Doenças) e tempo estimado de afastamento, relatórios médicos, exames complementares, CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), carteira de trabalho e documentos pessoais. Os auxílios concedidos são o auxílio-doença comum (B31), destinado a doenças não relacionadas ao trabalho, e o auxílio-doença acidentário (B91), voltado para doenças ocupacionais, que garante estabilidade no emprego por 12 meses após o retorno ao trabalho.

Os dados evidenciam o crescimento da demanda por proteção previdenciária relacionada à saúde mental. Para além disto, reforçam a necessidade de atenção especial à saúde do(a) trabalhador(a) no ambiente de trabalho, assegurando bem-estar, acolhimento e suporte adequados tanto durante o exercício profissional quanto ao longo do tratamento.