AIDS pode deixar de ser ameaça à saúde pública até 2030

Um mundo em que a AIDS não seja mais uma ameaça à saúde pública é possível e está no horizonte, conforme relatório da UNAids, programa da ONU (Organização das Nações Unidas) dedicado ao combate ao HIV/AIDS.

O documento destaca que, até 2030, a superação desta epidemia pode ser alcançada, desde que haja comprometimento global com os direitos humanos das pessoas vivendo com HIV e daquelas mais vulneráveis à infecção. 

O Dezembro Vermelho marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus, a AIDS e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.

Atualmente, o cenário ainda está longe do ideal: das 39,9 milhões de pessoas vivendo com HIV no mundo, 23% (9,3 milhões) não têm acesso ao tratamento antirretroviral. Além disto, no ano passado, 630 mil pessoas morreram por doenças relacionadas à AIDS, e 1,3 milhão de novos casos foram registrados. 

No Brasil, avanços importantes foram registrados. O país alcançou, com dois anos de antecedência, duas das três metas da ONU para erradicar a Aids como problema de saúde pública: 96% das pessoas vivendo com HIV foram diagnosticadas e 95% das tratadas atingiram supressão viral.

O Ministério da Saúde lançou a campanha “HIV. É sobre viver, conviver e respeitar. Teste e trate. Previna-se”. A ação também destaca o conceito “i é igual a zero”, indicando que, com o vírus indetectável, não há risco de transmissão. 

Para especialistas, além dos desafios clínicos, o combate ao estigma e ao preconceito é essencial para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.