ASSUFBA tem participação destacada no Congresso UFBA 75 anos

O Congresso em comemoração aos 75 anos da UFBA, que teve início em 6 de dezembro e segue até o próximo dia 11, contou com a importante e destacada participação da ASSUFBA, que inscreveu oito mesas no evento.
A programação do Congresso UFBA 75 anos contou com os nomes de cerca de 6 mil membros da comunidade universitária. Ao todo, foram inscritas 1.150 mesas, 2.200 vídeo-pôsteres e 165 intervenções artísticas.
Durante todos os dias, os temas discutidos de forma democrática nas mesas por vários coletivos com nuances políticas e opiniões acadêmicas diversas, reforçaram o compromisso da Universidade e da comunidade com temas fundamentais na sociedade.
Ao propor as mesas, a ASSUFBA apresentou o seu ponto de vista sobre temas que o Sindicato tem tratado ao longo do tempo, como o teletrabalho, os hospitais universitários e o assédio moral.
No dia 7 de dezembro, o Sindicato debateu o papel das centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares e sociais no enfrentamento às crises democráticas em tempos de pandemia político-sanitária na Bahia.
No período da tarde, foi a vez do ASSUFBA-Sindicato COM VIDA: Iconografia fotográfica da atuação classista nas universidades federais do Estado da Bahia em tempos de pandemia político-sanitária. A Coordenação da entidade apresentou, de forma cronológica, as ações virtuais e presenciais, desenvolvidas neste período de crise sanitária em defesa dos trabalhadores, do serviço público e do Brasil.
No dia seguinte, 8 de dezembro, o primeiro debate foi sobre a comunicação na sociedade e o papel das centrais sindicais com seus sindicatos em tempos de pandemia político-sanitária, discutindo se houve avanços ou retrocessos.
Depois, a prevenção ao assédio moral nas instituições federais de educação, assunto bastante abordado e combatido pelo Sindicato, foi debatida no Congresso. O Sindicato reafirmou a necessidade de a Universidade criar uma política institucional permanente de combate à prática.
As questões sobre o teletrabalho e os impactos da IN 65 no PCCTAE: acirramento da exploração do trabalhador e a precarização da vida foram discutidas no dia 9 de novembro. O assunto é frequentemente tratado pela ASSUFBA, que reafirmou a luta em defesa da saúde do trabalhador, das condições de trabalho e da carreira dos servidores.
Como não podia faltar, o aniversário da ASSUFBA, que ocorreu no dia 1º de dezembro, também foi celebrado na mesa 41 anos de luta em defesa da Universidade pública, gratuita, democrática, de qualidade e inclusiva. Um resgate histórico sobre o processo de construção desta entidade tão importante e combativa na luta em prol da categoria e do serviço público.
O papel dos hospitais universitários, vinculados às universidades a serviço do ensino, pesquisa e extensão foi reforçado na mesa da manhã do dia 10 de dezembro. O debate da tarde, sobre as consequências dos cortes orçamentários para as universidades públicas federais, precisou ser cancelado por motivos de saúde da proponente da mesa.
Para a ASSUFBA, o Congresso, o sétimo e maior evento dessa natureza já realizado na UFBA, foi bastante participativo, plural e diverso. O evento é ainda uma ferramenta importante de resistência em meio a um cenário preocupante de tantas adversidades, com o somatório de forças a partir dos membros da comunidade universitária para fazer o enfrentamento ao obscurantismo e o cerceamento da liberdade que o governo Bolsonaro tenta impor.



