Botijão de gás equivale a 10% do salário mínimo em um país de alto desemprego e informalidade

A carestia tem tornado a sobrevivência de brasileiros e brasileiras cada dia mais complicada. A população tem se delimitado no uso de suprimentos básicos, como, por exemplo, alimentação e energia. Além disto, o valor do gás de cozinha tem sido mais um motivo de preocupação para quem já está sofrendo com a alta dos preços. O botijão atingiu, em abril, quase 10% do valor do salário mínimo, tornando- se o preço mais alto desde o início deste século.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a média de preço do botijão de 13kg do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) no Brasil é R$ 113,48. O valor representa 9,4% do salário mínimo — patamar mais elevado desde 2007, ano em que o GLP custava R$ 33,06 e o salário mínimo era R$ 350. Isso, para quem possui um salário minimo. O país enfrenta uma alta onda de desemprego e informalidade e não há políticas públicas que possam garantir os direitos básicos para os desempregados.
Mas o aumento significativo – que vem acontecendo sucessivas vezes – é apenas mais uma marca deixada pelo desgoverno Bolsonaro. Especialistas que acompanham os dados apontam um acumulado de cerca de 30% na Bahia nos últimos meses. Considerando o período de um ano, o preço do gás variou, para cima, em 27,5%.
Esta crueldade precisa acabar. Fora Bolsonaro já!



