Brasil sofreu com retrocessos científicos em 2022

O Brasil sempre foi reconhecido por ter a produção científica como um dos pilares para o avanço e conhecimento do país. No entanto, o cenário mudou drasticamente em 2022, quando houve queda de 7,4% na produção de artigos científicos, segundo dados do relatório da Elsevier-Bori.
Entre os 51 países analisados, o Brasil foi um dos que mais perderam produção científica, passando de 80 mil artigos, em 2021, para 74 mil, em 2022. As áreas mais afetadas foram ciências agrárias, natureza, médica, engenharia e tecnologias.
Uma das principais razões para esta diminuição foi o corte de verbas nas instituições de ensino e pesquisa, especialmente nas universidades federais. O governo Bolsonaro adotou uma política de austeridade fiscal que afetou severamente o financiamento de atividades acadêmicas e científicas. O resultado foi a redução de recursos, que limitou a capacidade de investimento das instituições de ensino em infraestrutura, equipamentos e projetos, além do congelamento de bolsas para os pesquisadores.
Estas instituições, que historicamente são importantes centros de excelência na pesquisa, enfrentaram dificuldades em manter as atividades e projetos por conta da falta de verba. Além disto, a redução no número de publicações afeta negativamente a reputação internacional da ciência brasileira, tornando-a menos competitiva em comparação com outras nações.



