CPI da Covid deve investigar recusa de Bolsonaro em comprar vacinas no ano passado

Com os depoimentos dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, na CPI da Covid, a obsessão do presidente Jair Bolsonaro em defesa do uso da cloroquina para pacientes contaminados pelo coronavírus  foi confirmada. Agora, as investigações devem focar na obtenção de documentos que comprovem que o governo recusou intencionalmente a compra de vacinas.

Segundo a professora da Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mayra Goulart, em entrevista à Rede Brasil Atual, se a CPI comprovar através de documentos que Bolsonaro rejeitou as ofertas de vacina no ano passado, ele seria acusado de “crime contra a humanidade”. 

O governo federal adotou política cética contra as vacinas. Pelo menos 11 ofertas por parte das farmacêuticas internacionais foram rejeitadas pelo governo federal, desde agosto de 2020.