Decisão da Anvisa sobre Sputnik V continua em impasse e sem explicações científicas

Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) negou a autorização de importação e uso da Sputnik V. A vacina russa é uma das mais utilizadas no mundo, com eficácia de 91,6% e sem registros de efeito colateral, mas, mesmo assim, foi negada pela fiscalização.

A decisão controversa e sem explicações plausíveis da ANVISA, reforça a tese do ex-ministro de Ciência e Tecnologia do governo Lula, Sérgio Rezende, que afirma que a razão foi política. 

“Existe uma disputa internacional política e comercial em torno da vacina, temos uma guerra comercial sem sentido diante desta pandemia”, afirma. “E o que temos aqui? Um governo que abaixa a cabeça para os Estados Unidos. Estou convencido de que houve uma motivação política”, disse Rezende.

O Consórcio Nordeste, formado pelos nove estados nordestinos, que inclui a Bahia, estava no aguardo da aprovação da ANVISA para receber as 37 milhões de doses da Sputnik V em um contrato que já estava firmado. Vale ressaltar que a ANVISA tem sua direção majoritariamente escolhida a dedo por Bolsonaro.