Desigualdade salarial persiste entre homens e mulheres no Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os dados referentes a 2025 do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios. As informações confirmam a permanência da desigualdade salarial entre homens e mulheres que ocupam os mesmos cargos.
A análise foi realizada com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que reúne dados de cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados. Segundo o levantamento, em média, as mulheres recebem 78,7% da remuneração paga aos homens nas mesmas funções. Elas representam cerca de oito milhões de vínculos empregatícios e têm remuneração média de R$ 3,9 mil, enquanto a média masculina é de R$ 5 mil. Entre as mulheres negras (pretas e pardas), a desigualdade também se repete quando comparadas às mulheres não negras, que recebem remuneração superior.
De acordo com o relatório, a maior diferença salarial de gênero está nos cargos de dirigentes e gerentes, nos quais as mulheres recebem cerca de 73% do rendimento masculino. Já a menor disparidade aparece entre profissionais de nível técnico médio.
Outro dado relevante é o crescimento da participação feminina no mercado de trabalho. O número de mulheres empregadas passou de 7,2 milhões para 8 milhões, um aumento de 11%. Entre mulheres pretas e pardas, o crescimento foi ainda maior: 29%, saindo de 3,2 milhões para 4,2 milhões, o que representa mais de 1 milhão de novas ocupações.



