Mesmo em colapso, a educação resiste. Luta segue também em defesa da democracia

O Brasil governado por Bolsonaro está em colapso. Entre os diversos setores afetados está a educação, que constantemente sofre ameaças que trazem perdas significativas para a sociedade brasileira. Em tempos de extermínio do setor, cientistas apontam para a necessidade de investimento na área e reafirmar a defesa da democracia, ameaçada pelo presidente da República.
Durante o governo Bolsonaro, aumentou o déficit educacional do brasileiro. O número de estudantes fora das universidades está em 35,9% no ensino presencial e 40% no ensino à distância, entre 2019 e 2020. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Mais de 5,5 milhões de crianças e adolescentes não têm acesso ao ensino.
“Não há possibilidade de uma independência verdadeira sem uma população que aprenda, não só a ler e escrever, a ter raciocínio matemático. Mas também o que é democracia”, afirmou Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV).
O país possui um ministro da Educação que diz que a universidade deve ser para poucos. Logo, o direito à educação também, e os dados só confirmam a concretização da declaração. Além da falta de projetos que solucionem os problemas do setor, a educação segue resistindo mesmo com a ausência de incentivos, ataques ideológicos, interferências no conteúdo disciplinar e a quebra da autonomia universitária, com a imposição de reitores favoráveis ao governo.
“O ensino superior é reconhecido como um dos principais motores para o crescimento, a prosperidade e a competitividade econômica, tanto no próprio país como globalmente”, prosseguiu Claudia. Além disso, o ensino foi apontado como essencial para a construção cidadã. Um escudo para evitar a cooptação de parte da população por golpistas e investidas destrutivas para o país, a partir de um processo de desinformação.



