Na Bahia, mulheres vão às ruas em defesa da democracia, direitos e por um Brasil melhor

Na luta e nas ruas. Para muitas brasileiras, assim foi o Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta terça-feira, 8 de março. Em Salvador, assim como em vários pontos do Estado, a ASSUFBA junto com as servidoras e diversos coletivos levantaram bandeiras femininas durante caminhada pelo Centro da cidade.
Com o lema “Pela Vida das Mulheres, Bolsonaro Nunca Mais! Por um Brasil sem machismo, sem racismo e sem Fome!”, as mulheres desfilaram, do Campo Grande à Praça da Piedade, denunciando as mazelas promovidas pelo governo Bolsonaro.
Logo no início da manifestação, a deputada federal Alice Portugal/PCdoB/COM-HUPES lembrou que o 8 de março é “o dia em que lembramos das nossas marcas, que falamos das nossas dores, é o dia também de gritar pelos nossos direitos”. A parlamentar também falou sobre a violência doméstica. “É preciso acabar com as chagas do feminicídio no Brasil. Quando a mulher aprendeu a dizer não, os agressores decidiram matar. Feminicídio, não. Temos que nos rebelar de maneira intensa para impedir o crescimento desse número absurdo de mortes de mulheres no Brasil”.
A garantia e ampliação dos direitos das mulheres é uma das reivindicações históricas da ASSUFBA. A Coordenadora do Sindicato, Rosângela de Santana/PROAE, disse que o voto feminino completou 90 anos. Apesar das conquistas e avanços, é preciso muito mais. “Ainda temos muito a fazer, principalmente contra a misoginia, machismo, sexismo e a fome que assolam o país”.
Opinião semelhante tem a Coordenadora da ASSUFBA Eliete Gonçalves/COM-HUPES. Ela reforçou que as mulheres teve o sofrimento bastante aprofundado com o machismo durante a pandemia, sem contar com as outras dificuldades impostas pela política ultraliberal do governo Bolsonaro. “Nos hospitais, nós não paramos de trabalhar um só dia em defesa da vida. Todas as vidas importam”.
Para se ter ideia, a taxa de desemprego entre as mulheres ao final do ano passado foi 54,4% maior do que a dos homens. Dos 12 milhões de brasileiros desempregados, 6,5 milhões são mulheres e 5,4 milhões, homens. Sem emprego, a pobreza, a fome, a carestia e a violência aumentaram no Brasil.
Durante o trajeto, faixas, cartazes e pirulitos estampavam o descontentamento contra o governo Bolsonaro e a necessidade de mudanças urgentes na sociedade brasileira. A Coordenadora do Sindicato, Adelmária Ione/ICTI-CAMAÇARI, afirmou que a passeata serviu para explicar à sociedade quais tipos de políticas públicas as mulheres estão construindo para exercerem com dignidade o direito de serem mulheres livres.
Para a ex-Presidenta da ASSUFBA e FASUBRA, Vânia Galvão/APOS/CPD/STI, este é mais um dia de luta. É dia de comemorar nossas conquistas e acima de tudo, reafirmarmos as nossas lutas. Mais mulheres no poder. Os avanços só chegarão com o Fora Bolsonaro.
A Coordenação da ASSUFBA e a categoria repudiam o deputado Arthur do Val pela sua atitude CRIMINOSA, arrivista e covarde contra as mulheres Ucranianas. Não passarão. Seguiremos na luta por um país melhor, com igualdade de oportunidades e direitos, além da reconstrução da democracia no Brasil, que continua sendo atacada desde o golpe de 2016 contra a Presidenta Dilma Rousseff. Só com a derrota de Bolsonaro e sua camarilha retomaremos o caminho do desenvolvimento e do progresso nacional. A luta e a resistência continuam. “Não seremos servos do absurdo,” disse Conceição Amorim/APOS/PROPPG. Mulheres à luta!
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