Proposta de auxílios do governo Bolsonaro é parte das estratégias para conseguir votos nas eleições presidenciais

O fracasso de Jair Bolsonaro é nítido nas pesquisas de aprovação feitas para a eleição que se aproxima. Diante disto, a população brasileira deve ficar atenta ao oportunismo disfarçado de boas intenções que podem surgir por agora. 

Com a alta de inflação, alimentada pelos preços dos combustíveis, em cuja política de paridade internacional Bolsonaro não quer mexer para manter os lucros dos acionistas da Petrobras, ao cobrar em dólar pelo petróleo extraído no país, o presidente acena com um pacote de “bondades”.

Entre as medidas, consideradas eleitoreiras pelo consultor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) Luís Alberto dos Santos, está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Combustíveis, que a princípio era para estender aos estados uma compensação financeira pela redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMs) na cobrança da gasolina e do diesel, para que os preços desses produtos caiam de valor nas bombas.

Estimativa de gasto com o novo texto

  • Ampliação do Auxílio Brasil, valor vai de R$ 400 para R$ 600 mensais. Estimativa de custo: R$ 21,6 bilhões;
  • Implementação de um “voucher” pago aos caminhoneiros no valor de  R$ 1 mil. Estimativa de custo: R$ 5,4 bilhões;
  • Ampliação do Auxílio-Gás, vai de R$ 53, para o valor de um botijão a cada dois meses. Estimativa de custo: R$ 1,5 bilhão;
  • Compensação aos estados para atender a gratuidade, já prevista em lei, do transporte público aos idosos. Estimativa de custo: R$ 2,5 bilhões;
  • Compensação aos estados que reduzirem para 12% a alíquota do ICMS sobre o etanol. Estimativa de custo: R$ 3,8 bilhões.