Combate à pobreza depende de uma restauração de direitos trabalhistas

O combate à fome, que atinge mais de 33 milhões de pessoas, e a pobreza devem ser motor do desenvolvimento econômico. O ultraliberalismo bolsonarista deixou o Brasil em terra arrasada. O novo governo, a partir de 2023, tem o desafio de tirar o país do fundo do poço e socorrer a população mais vulnerável.
A ex-ministra doDesenvolvimento Social e Combate à Fome no período de 2011 a 2016, indicada pela ex-presidente Dilma Roussef, Tereza Campello foi coordenadora de programas como o Bolsa Família e o Plano Brasil sem Miséria, responsável por tirar mais de 22 milhões de brasileiros da extrema probreza. Hoje, ela faz parte da mesma pasta no gabinete de transição do presidente Lula. A economista, em entrevista ao Revista Brasil TVT, teçeu críticas ao governo Bolsonaro e tentou prospectar um panorama do que precisa ser feito nos próximos quatro anos para tentar amenizar os estragos deixados pela gestão anterior.
Entre as medidas, a retomada dos direitos dos trabalhadores destítuidos pela reforma trabalhista e a reconstrução do mercado de trabalho são pontos fundamentais para o combate à miséria no país.
Uma reforma no Bolsa Família também é parte do plano de ação, assim como a implementação de mais políticas sociais, como a instalação de cisternas em regiões de seca, o desenvolvimento de um Programa de Aquisição de Alimentos, e outros conjuntos de medidas que tem como horizonte o combate à fome e a geração de empregos.



