Dia Nacional da Saúde em defesa do SUS e do legado de Oswaldo Cruz

Neste sábado, 5 de agosto, é comemorado o Dia Nacional da Saúde. A data foi escolhida em homenagem ao médico e sanitarista Oswaldo Cruz, nascido na mesma data em 1872.

Forte defensor da vacinação, inventor do imunizante contra a Febre Amarela e responsável por erradicar, no século passado, doenças como a peste bubônica e a varíola, Oswaldo Cruz, e o que sua figura representa dentro da medicina e da própria história brasileira, seria sem dúvidas objeto de divisão dentro do cenário da saúde nos dias atuais.

Responsável por inaugurar o que viria a se tornar um dos grandes legados do país internacionalmente – sua excelente reputação na prevenção e combate às pragas virais, como sarampo, catapora, meningite, entre outros – o médico provavelmente teria a sua credibilidade posta em xeque e suas campanhas sanitárias boicotadas no Brasil dos últimos quatro anos. Bolsonaro, seus aliados e eleitores não mediram esforços na criação, reprodução e divulgação de factóides e desinformação, objetivando minar a reputação do sistema público de saúde e popularizar métodos alternativos sem validação científica, trazendo graves riscos à população.

Desde a ascensão da direita ao poder, a saúde brasileira sofreu um desmonte não apenas técnico, mas também moral e ideológico. É impossível não citar a pandemia de Covid-19. Quase 700mil óbitos e inúmeros doentes, grande parte vítima das falácias inventadas pela extrema direita.

Agora, campanhas de imunização, como contra a gripe e a dengue, sofrem para conseguir atingir 60%, às vezes 50% do público alvo. O novo governo tem feito o que pode para tentar reverter, ou ao menos amenizar, um quadro que é ainda mais complicado do que parece ser. Valorização dos profissionais da Enfermagem com a aprovação do piso para a categoria; retomada do programa Mais Médicos; lei para tornar o atendimento odontológico obrigatório em todo o território nacional, são alguns exemplos da agenda de Lula para os próximos 4 anos. Porém, o caminho será longo e investir na conscientização da população será fundamental para trazer o país de volta à valorização da ciência, da saúde, e do povo.