ASSUFBA Sindicato reúne categoria em Dia de Luta com Paralisação na UFBA e aponta caminhos para 2026

O Dia de Luta com Paralisação na UFBA foi marcado pela presença da categoria Técnico-Administrativa reunida na Biblioteca Universitária de Saúde Prof. Álvaro Rubim de Pinho (BUS), onde refinaram as opiniões e prepararam-se para o novo enfrentamento que se aproxima. Entre os temas debatidos estavam o PL 6.170 para os servidores TAES, o Acordo de Greve 11/2024, a Jornada de Trabalho de 30 horas (turnos contínuos) e os Regimes de Plantões.
Na mesa, os coordenadores Renato Jorge e Adelmaria Ione lideraram o debate, trazendo para a categoria o que significa o enorme perigo do PL 6.170, que traz fragilidade ao conceito de público externo e pode significar um prejuízo muito grande quanto à implementação dos Turnos Contínuos.
Ione explicou que o PL propõe um conceito que atende a outros órgãos, como o INSS, que lida com usuários/cidadãos em geral que não têm vínculo com o órgão, o que não é o caso das universidades, onde os usuários atendidos são os alunos, que possuem vínculo institucional caracterizado pela matrícula.
A ASSUFBA informou, inclusive, que já propôs a retirada desse termo contido no PL junto aos representantes da CTB-FASUBRA que compõem a CNSC e também junto à Dep. Alice Portugal, que é aliada nessa luta pelo Cumprimento Integral do Acordo de Greve.
Para além disso, Renato salientou que a FASUBRA priorizou algumas discussões do Acordo de Greve, como o RSC, e colocou para o fim da fila alguns debates, como o da Racionalização. O PL, inclusive, distorce o que foi acordado no CNSC-MEC sobre o RSC. Outro ponto crítico é a não inclusão dos aposentados no RSC.
Para o debate, falaram os servidores Virgínia Valadão, José Luiz, Eliete Gonçalves, Antonio Bomfim, Rosiene Carvalho, Amanda Benemérita e Marinalva Santana, que, entre os questionamentos, perguntaram como ficaria a Autonomia Universitária diante da situação da CAJ (Comissão de Ajuste de Jornada), que julga e avalia os pedidos dos Turnos Contínuos.
Foi uma manhã extremamente produtiva, em que a ASSUFBA pôde apresentar à categoria os desafios e enfrentamentos esperados para 2026, incluindo o indicativo de greve colocado pela Federação, com propostas para os dias 2 ou 23 de fevereiro. Agora, a categoria aguarda o resultado da reunião da última segunda-feira (19/01) entre a FASUBRA e o MGI, que será decisiva para os próximos passos da luta.
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