Brasil possui menos servidores públicos do que países vizinhos da América Latina, EUA e Europa

Informações comprovam que o argumento de que o Estado Brasileiro estaria “inchado”, isto é, que há um excesso de servidores na máquina pública do país, é uma falácia. Dados do Atlas do Estado Brasileiro, realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mostram que o Brasil tem menos servidores públicos do que poderia, em comparação com números de países vízinhos, como o Chile, e outros usados como referência pelos reformistas liberais, como os Estados Unidos e Noruega.
No país, servidores públicos representam 12,45% do total de 91 milhões de trabalhadores brasileiros. No Chile, por exemplo, servidores públicos são 13,10% da força de trabalho. O número nacional também é menor do que o dos Estados Unidos, de 13,55%, país referência aos amantes da inciativa privada. O efetivo brasileiro se encontra bem atrás das nações que optaram pelo Estado de bem-estar social na Europa. Lá, os servidores representam 30,22% dos trabalhadores na Noruega, e 29,28% na Suécia.
O número de servidores públicos de cada país é igualmente proporcional às ambições da política pública de cada nação. No caso do Brasil, que possui políticas de universalização de saúde e educação, a demanda desse tipo de mão-de-obra é muito acentuada. Ainda assim, o número de concursados está no nível intermediário em comparação ao cenário internacional.



