Cesta básica aumenta em oito capitais, mostra estudo; salário mínimo necessário seria 4,93 vezes maior do que o atual

Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), durante os meses de maio e junho, mostrou que o valor da cesta básica aumentou em oito cidades. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgados nesta terça-feira (06/07).
Entre os maiores aumentos, as capitais Fortaleza (1,77%), Curitiba (1,59%) e Florianópolis (1,42%) tiveram registros significativos.
A cesta mais cara, de acordo com o Dieese, foi em Florianópolis, com valor de R$ 645,38. Logo em seguida aparecem as cidades de Porto Alegre (R$ 642,31), São Paulo (R$ 626,76), Rio de Janeiro (R$ 619,24) e Curitiba (R$ 618,57).
Entre o Norte e o Nordeste, a pesquisa mostrou que os maiores valores estão concentrados em Salvador (R$ 467,30) e Aracaju (R$ 470,97).
Na comparação entre junho deste ano e o mesmo período de 2020, o preço atual subiu em todas as capitais em que o levantamento é realizado. Os percentuais oscilaram entre 11,17%, em Recife, e 29,87%, em Brasília.
O Departamento Intersindical também contabilizou redução no valor da cesta básica em nove capitais. É o caso de Goiânia (-2,23%), São Paulo (-1,51%), Belo Horizonte (-1,49%) e Campo Grande (-1,43%).
Ainda com base na análise, o Dieese fez uma estimativa sobre quanto o salário mínimo deveria ser, levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças, com base na cesta mais cara (Florianópolis). A entidade aponta que o mínimo deveria ser equivalente a R$ 5.421,84, valor que corresponde a 4,93 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.
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