De acordo com IBGE, desemprego é maior entre negros

Diante da agenda ultraliberal do governo Bolsonaro, o desemprego só cresce. No primeiro trimestre o Brasil registrou 12 milhões de desempregados, a maioria (64%) negros. O mercado de trabalho reflete as desigualdades brasileiras. 

Mais uma vez houve diferenças significativas em relação às taxas de desemprego, informalidade e subocupação. O desemprego caiu para 9,1% entre os homens e subiu para 13,7% no caso das mulheres, de 11,1% na média no primeiro trimestre. Sendo que dos quase 12 milhões de desempregados, 64,2% eram pretos ou pardos.

A desigualdade também está na questão do rendimento, apesar de as mulheres serem as que mais fazem questão de trabalhar (56%), são as que menos ganham. Para um média no período estimada em R$ 2.548, os homens eram de R$ 2.787, e a das mulheres caía para R$ 2.219. 

A região mais afetada é o Nordeste (14,9%) e coincidentemente o Sul é o que menos sofre com a falta de emprego ( 6,5%). Além disso, as pessoas com ensino médio incompleto têm a maior taxa de desemprego (18,3%), comparada ao ensino superior completo, que cai para 5,6%.