Reforma Administrativa: Avaliação de desempenho abre espaço para perseguição, diz presidente da Frente Servir

Entre os riscos da Reforma Administrativa está a avaliação de desempenho, que abre espaço para perseguição entre os servidores. O tema foi um dos principais pontos discutidos na última audiência da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC 32, na última quarta-feira (07/07). O encontrou mostrou alinhamento entre o relator, Arthur Maia (DEM-BA), e o ministro da Economia, Paulo Guedes.
O presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público (Servir), o deputado Israel Batista (PV-DF), se posicionou contra a proposta, que para ele “joga nas costas” dos servidores públicos as mazelas do serviço público.
A frente Servir chegou a conseguir protocolar uma emenda substitutiva global à PEC 32 que modifica o texto em pontos considerados fundamentais. A sugestão garante a estabilidade para todos os servidores e suprime o item que cria o “vínculo de experiência”, entre outras medidas.
“O servidor público não tem medo de avaliação de desempenho. O servidor público só não aceita perseguição, só não aceita que todas as mazelas do serviço público sejam jogadas nas suas costas”, disse Batista durante audiência da comissão.



