Servidores do IMS-CAT realizam ato em praça de Vitória da Conquista

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No dia 10/6, cerca de 40 trabalhadores técnico-administrativos do Instituto Multidisciplinar em Saúde (IMS-CAT), em Vitória da Conquista, realizaram um ato público para esclarecer a população sobre os motivos da greve nas universidades federais.
De acordo com o coordenador de Regionais da Assufba, Romilson Aragão, os servidores distribuíram panfletos com informações da nossa pauta nacional e do momento financeiro da universidade Federal da Bahia. O ato contou com presença do coordenador de Formação Sindical, Antônio Bonfim, que fez um relato a cerca da conjuntura atual no país e se aprofundou nos pontos específicos da pauta. Confira a carta divulgada:

CARTA ABERTA À COMUNIDADE

SERVIDORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS DA UFBA EM GREVE

Os Técnicos Administrativos em Educação das Universidades Federais estão em greve desde o último dia 28 de Maio de 2015 para reivindicar abertura de negociação com o Governo Federal. Além disso, assistimos perplexos à situação de abandono a que estão sendo submetidas as instituições de ensino, diante da política de contingenciamento que se traduz em redução orçamentária, desenvolvida, SEM QUALQUER DIÁLOGO, nas áreas de educação e saúde, em busca de se assegurar a rentabilidade dos que exploram a dívida pública e a elevada taxa de juros. Diante do slogan “Brasil, pátria educadora”, o que se vê é a retórica do discurso, pois a prioridade continua sendo alimentar o sistema financeiro, em detrimento da priorização da educação, essencial para o desenvolvimento soberano da nação. Somos cerca de 200 mil trabalhadores, e somos co-responsáveis pelo funcionamento das Universidades Federais desse país, garantindo a formação de milhares de profissionais, bem como, a produção de conhecimentos por meio da articulação entre ensino, pesquisa e extensão. Somam-se a este panorama a falta de perspetiva de reajustes salariais para os próximos anos, a defasagem dos salários em relação à inflação e às demais categorias do Serviço Público Federal, o congelamento dos benefícios, que não são reajustados desde o ano de 2012, ressaltando-se que o auxílio-creche mantém o seu valor sem alteração há mais de 12 anos. Por fim, os cortes orçamentários na Educação e os ataques aos direitos dos Trabalhadores dos setores públicos e privados são problemas que estão na ordem do dia. Por isso temos como principais pontos de revindicação:

  • Pela Revogação das Leis que criaram a EBSERH e a FUNPRESP;

  • Por uma politica salarial permanente com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias;

  • Estabelecimento de Data-base em 1º de maio;

  • Pelo direito de negociação coletiva (convenção 151 OIT) e liberação de dirigentes para o exercício de mandato classista;

  • Pela retirada dos projetos do Congresso Nacional que atacam os direitos dos trabalhadores;

  • Pelo fim da terceirização (PL 4330/04) que retira direito dos trabalhadores;

  • Pela imediata realização de concurso público pelo RJU.

  • Índice de 27,3% no piso da tabela considerando as perdas de janeiro de 2011 a julho de 2016;

  • Pelo aprimoramento da Carreira com correção das distorções, levando em consideração a racionalização dos cargos, piso de três salários mínimos e step de 5%; reposicionamento dos aposentados e pensionistas, e concurso público via RJU para todos os níveis de classificação;

  • Pela instituição da Ascensão Funcional;

  • Reconhecimento dos certificados de capacitação dos aposentados quando os mesmos se encontravam na ativa;

  • Efetivação do Plano Nacional de Capacitação lançado em 2013;

  • Extensão, para os Técnico Administrativos em Educação, do art. 30 da lei 12772/12, que trata de afastamento para realização de estudos de pós-graduação;

Por essas razões estamos em greve e pedimos o apoio da população. É urgente, mas antes de tudo, como é histórico no movimento dos Técnicos Administrativos em Educação, torna-se principalmente uma Greve pela Educação Pública, Gratuita, de Qualidade e Socialmente Referenciada. A educação deve ser prioridade, investir em educação pública é valorizar os trabalhadores das Universidades Federais.

Técnico-Administrativos da UFBA de Vitória da Conquista