Tereza vive: memória que fortalece, luta que transforma

Tereza de Benguela tornou-se um dos maiores símbolos da resistência negra no Brasil. Após a morte de José Piolho, seu companheiro, assumiu a liderança do Quilombo do Quariterê e, por cerca de duas décadas, conduziu uma comunidade formada por negros e indígenas, organizada politicamente e unida na luta contra a escravidão.
Celebrado em 25 de julho, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra e o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha reafirmam que a sua história permanece atual. Em um país onde as mulheres negras ainda recebem, em média, apenas 47,5% da remuneração dos homens não negros, a defesa da igualdade, da dignidade e dos direitos continua sendo urgente.
A força dessa luta também se expressa nas ruas. Em Salvador, a memória de Tereza se transforma em mobilização com a realização da Marcha das Mulheres Negras da Bahia por Reparação e Bem Viver, neste sábado (25/07). A concentração acontece às 8h, na praça da Piedade, com caminhada até o Terreiro de Jesus, no Centro Histórico.
A data de hoje é um chamado à reflexão e, mais do que isto, ação. Valorizar a trajetória de Tereza de Benguela significa reconhecer a contribuição histórica das mulheres negras para a construção do Brasil e fortalecer o compromisso com políticas públicas, oportunidades e espaços de participação que enfrentem o racismo, o sexismo e todas as formas de discriminação.



